Título: Tremembé (1ª Temporada)
Ano produção: 2025
Dirigido por: Vera Egito
Estreia: 31 de Outubro de 2025 ( Brasil )
Duração: 252 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero: Drama, Nacional, Policial
Sinopse: A história da Penitenciária Doutor José Augusto César Salgado, conhecida como Tremembé II, que recebeu criminosos famosos como Alexandre Nardoni, Robinho e os irmãos Cravinhos.
Minha opinião: Assisto e acompanho muito sobre 'Casos criminais', e quero deixar bem claro que isso vem da curiosidade. E já vou logo avisando: não é curiosidade mórbida não, tá? Assistir a esses documentários, séries, canais que falam de crime nos deixam esperto para qualquer coisa que possa estar ocorrendo ao seu redor, como também estar atento as atitudes das pessoas ao seu redor. Depois que você vê tanta história real, começa a reparar em cada atitude estranha da vizinha, do namorado da amiga, do cara no ônibus... enfim, abre o olho.
E olha... que série bem feita, viu? O presídio parece de verdade: o calor que dá pra sentir, o uniforme encardido, o cabelo grudado de suor, o cheiro de mofo que quase sai da tela. Caracterização perfeita, maquiagem impecável, figurino, cenografia... tudo 10. Tecnicamente é uma das melhores coisas que o Brasil já produziu.
Ai você se pergunta como a nota que dei pode ser tão baixa se eu vim elogiando vários pontos em relação ao seriado? Eu DETESTEI a romantização das criminosas. Detestei com força.
Gente, todas ali dentro são podres. Assassinas, traficantes, golpistas que destruíram famílias inteiras, mulheres que esquartejaram marido, que mataram criança... e a série fica o tempo todo tentando te fazer sentir peninha delas. “Ai, teve infância difícil”, “ai, sofreu abuso”, “ai, o sistema é cruel”. Tá, pode até ter sofrido tudo isso, mas ESCOLHEU virar monstro mesmo assim. E aí vem musiquinha triste, flashback bonitinho, olhar de cachorro sem dono... e você acaba quase torcendo para esses criminosos sair impune? Não dá, Brasil!
Além de que essa romanização de pessoas tão cruéis como os da série impulsiona a quem já tem a cabeça 'fraca', aquele que acredita que pode 'mudar' quem eles são. Eu não quero empatia por assassina. Eu não quero achar graça na esperteza da golpista. Eu quero que mostrem o monstro que elas são, sem filtro, sem dó, sem tentativa de me fazer engolir que “no fundo elas têm coração”. Não têm.
No fim resumindo o sentimento do que assisti é de que a série foi lindamente produzida, atuações maravilhosas, realismo visual impecável... mas essa humanização excessiva e essa romantização de gente cruel me deu raiva o tempo todo.
CURIOSIDADES: Para dar ritmo à narrativa, a série condensa a linha do tempo e alguns fatos. Por exemplo, a rebelião que quase vitimou Suzane, mostrada na série, ocorreu em 2004, bem antes da transferência dela para Tremembé.
Devido ao sucesso de público, o Prime Video já renovou a série para a segunda temporada, que trará novos personagens inspirados em casos de grande repercussão, como o ex-jogador Robinho.



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