Título: Thale (Original)
Ano produção: 2012
Dirigido por: Aleksander Nordaas
Duração: 76 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
Gênero: Fantasia, Mistério, Thriller
Sinopse: Os amigos Elvis e Leo encontram uma huldra chamada Thale trancada no sótão de uma casa. Eles inicialmente ficam chocados, mas a ajudam e criam uma amizade com ela. Entretanto, Thale é um ser do folclore e mantê-la por perto vai criar problemas.
Minha Opinião: Thale é uma daquelas "pérolas escondidas" que realmente entende como traduzir o folclore para uma atmosfera de suspense e melancolia, sem precisar de grandes efeitos especiais.
O filme é tão memorável porque ele foca na Huldra, uma criatura fascinante da mitologia escandinava que é ao mesmo tempo sedutora e perigosa. Reassistir traz aquela sensação de que o folclore não é apenas "história de ninar", mas algo orgânico e um tanto quanto trágico.
O grande mérito do diretor Aleksander Nordaas é como ele apresenta a Huldra. Na mitologia, essas criaturas são conhecidas por seduzir homens, mas Thale (interpretada com uma fragilidade animal por Silje Reinåmo) é mostrada como uma vítima de isolamento e experimentos. A trilha sonora e o ritmo lento criam uma sensação de melancolia constante. Não é apenas sobre o medo do que está na floresta, mas sobre a tristeza de uma criatura que foi arrancada do seu lugar.
É um filme curto (cerca de 70 minutos), mas que deixa uma marca duradoura por tratar o folclore não como um monstro a ser derrotado, mas como um segredo trágico a ser compreendido.
Thale é uma obra que prova que o "menos é mais" funciona perfeitamente para o gênero de fantasia sombria. O filme não tenta ser um épico de ação; em vez disso, ele se comporta como uma peça de câmara claustrofóbica, onde o mistério se desenrola em um porão úmido no meio de uma floresta norueguesa isolada.
Selo de Leitura:











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