quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O que eu achei de: A empregada {Filme}

Título:  A empregada
Título original: The Housemaid
Ano produção: 2025
Dirigido por: Paul Feig
Duração: 131 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero: Drama, Thriller

Sinopse: Millie (Sydney Sweeney), uma jovem em dificuldades, vê na chance de trabalhar como empregada doméstica para Nina (Amanda Seyfried) e Andrew (Brandon Sklenar) a oportunidade de recomeçar. Mas logo descobre que os segredos daquela família são muito mais perigosos do que os seus.

Minha opinião: Dando continuidade à minha jornada com essa história, após a decepção com o material original, decidi conferir a adaptação de A Empregada para ver se a transição para as telas corrigiria os problemas que apontei na resenha do livro. Se no papel a narrativa não me convenceu a ponto de querer o livro físico, no cinema a experiência mudou de figura: o filme funcionou muito melhor para mim do que o livro, entregando um ritmo que a voz do audiobook não alcançou.

Nesta versão visual, as protagonistas femininas ganharam um pouco mais de fôlego. Embora eu continue achando que ambas possuem atitudes fracas e bobinhas em diversos momentos mantendo aquela passividade que me incomodou na escrita da Freida McFadden a atuação e a direção conseguiram dar uma camada de humanidade que faltava. Elas deixaram de ser apenas "peças de um tabuleiro" para se tornarem figuras mais palatáveis, fazendo com que eu me envolvesse um pouco mais com os seus dilemas, mesmo que a construção das personagens ainda deixe a desejar em termos de força e inteligência.


Entretanto, há um ponto onde o livro ainda leva a melhor: o desfecho. Embora eu tenha até que gostado da versão apresentada na tela, o final da história no livro me pareceu mais impactante e bem amarrado. A adaptação tomou caminhos que, apesar de funcionarem para o entretenimento rápido do filme, perderam parte daquela "mordida" que o encerramento original possuía. No fim das contas, o filme vence no desenvolvimento, mas o livro ainda guarda a melhor conclusão.

Para fechar, se você, assim como eu, não curtiu muito o livro e sentiu falta de algo que a escrita da autora não entregou, recomendo dar uma chance ao filme. A adaptação consegue compensar os pontos fracos do material original e entrega um dinamismo que torna a história muito mais envolvente. O resultado ficou tão positivo que, surpreendentemente, me deixou com uma curiosidade genuína de acompanhar a sequência para ver como irão desenvolver os próximos passos dessa trama.

Selo de Leitura:


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O que eu achei de: Nosferatu {Filme}

Título:
Nosferatu 
Ano produção: 2024
Dirigido por: Robert Eggers
Duração: 132 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero: Fantasia, Mistério, Terror

Sinopse: Na Alemanha de 1800 o rico e misterioso Conde Orlok busca um novo lar. O vendedor de imóveis Thomas Hutter fica responsável por conduzir os negócios de Orlok e, então, viaja para as montanhas da Transilvânia para prosseguir com as burocracias da nova propriedade do nobre. O que Thomas não esperava era encontrar o mal encarnado. Todos ao seu redor lhe indicam abandonar suas viagens, enquanto, longe dali, Ellen é continuamente perturbada por sonhos assustadores que se conectam com o suposto homem que Thomas encontrará e que vive sozinho num castelo em ruínas nos Cárpatos. A estranha relação entre Ellen e a criatura a fará sucumbir a algo sombrio e tenebroso?

Minha opinião: Para quem não sabe Nosferatu é um remake do clássico de 1922, que por sua vez foi uma adaptação não autorizada do livro "Drácula", escrito por Bram Stoker em 1897.

O Nosferatu de Robert Eggers, lançado no final de 2024, é uma reimaginação visceral e sombria do clássico do expressionismo alemão. Se você espera um filme de vampiro moderno e cheio de ação, mude suas expectativas: este é um terror atmosférico, focado na obsessão e no macabro.

A história segue a jovem Ellen Hutter (Lily-Rose Depp), que se torna o objeto de desejo do terrível Conde Orlok (Bill Skarsgård). O filme foca no horror psicológico e na agonia de ser "caçado" por uma força sobrenatural antiga e repulsiva.


ALGUNS PONTOS A RESSALTAR SOBRE O FILME:

O Visual  é impecável. Eggers entrega uma fotografia belíssima. Cada cena parece uma pintura gótica sombria. E o que falar do ator "Bill Skarsgård" como Orlok ele está irreconhecível. Seu Nosferatu não é um galã; é uma criatura cadavérica, assustadora e que causa repulsa real. E o que comentar da atmosfera de Medo que o filme trás e que não depende de sustos baratos, o medo vem da sensação constante de que algo terrível está nas sombras.

Para encerrar, preciso dizer o quanto esse filme me conquistou. Enquanto escrevia esta resenha e relembrava cada detalhe da ambientação e da atuação do Bill Skarsgård, a vontade de rever Nosferatu só cresceu. É o tipo de obra que parece revelar algo novo a cada vez que assistimos, e já sinto que uma segunda visita a esse pesadelo visual é obrigatória. Se você gosta de um clima sombrio que fica na cabeça por dias, dê uma chance você não vai se arrepender!


Vale lembrar que o filme é baseado na obra de Bram Stoker, e eu já garanti o meu exemplar de 'Drácula'! Ainda não tive a chance de ler o livro, então esta minha primeira análise é focada exclusivamente na experiência cinematográfica de Robert Eggers. Assim que eu terminar a leitura e conseguir comparar a obra original com esta nova versão, volto aqui para trazer uma nova opinião e contar para vocês o que achei das diferenças entre as páginas e as telas!

CURIOSIDADES:
➺:A Origem (Plágio): O diretor do filme original de 1922, F.W. Murnau, não conseguiu os direitos para filmar "Drácula". Para evitar processos, ele mudou nomes e locais: o Conde Drácula virou Conde Orlok, Londres virou Wisborg, e a palavra "vampiro" foi substituída por "Nosferatu".
➺:A Versão de 2024: O diretor Robert Eggers baseou seu roteiro tanto no filme de 1922 quanto nos elementos góticos do romance de Bram Stoker, tentando unir a atmosfera do cinema expressionista com o horror literário clássico. 

Quantos corações mereceu:


Nosferatu com toda certeza merece o selo:

sábado, 10 de janeiro de 2026

O que eu achei de: Como Treinar o seu Dragão {Live-Action}

Título: How to Train Your Dragon (Original)
Ano produção: 2025
Dirigido por: Dean DeBlois
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos
Gênero: Aventura, Comédia, Drama, Família, Fantasia.

Sinopse: Soluço é um jovem viking que não tem capacidade para lutar contra os dragões, como é a tradição local. Sua vida muda quando ele ajuda um dragão que lhe mostra toda a verdade. Juntos, eles tentam provar que dragões e humanos podem ser amigos.

Minha opinião: Como fã que devorou os livros, maratonou as séries e conhece cada detalhe dos filmes, assistir ao live-action de Como Treinar o Seu Dragão (2025) foi um ato de devoção. Eu não assisti apenas por curiosidade; assisti porque amo esse universo e seus personagens, independentemente de ser uma história rotulada como infanto-juvenil. O filme é, tecnicamente, muito bom: é emocionante rever o primeiro encontro de Soluço e Banguela com o realismo que a tecnologia atual permite.

Porém, mesmo com todo o meu amor pela franquia, é impossível ignorar o elefante na sala. A sensação não é de nostalgia já que a animação original ainda é muito recente e perfeita, mas de uma repetição desnecessária. Tirei meia estrela justamente por isso: a indústria, seguindo a fórmula exaustiva que a Disney popularizou com seus remakes, parece ter medo de arriscar.

O filme entrega tudo o que um fã espera em termos de fidelidade, mas me deixou com um sentimento conflitante. Por mais que eu adore revisitar Berk, estou cansada de ver sucessos sendo regravados enquanto tantas histórias novas e incríveis aguardam uma chance. Eu fui ao cinema pelo meu carinho pela saga, mas saí dele com uma sede enorme do novo.

Veredito: O filme é excelente para quem, como eu, ama esse universo, mas serve como um alerta: já sabemos que essas histórias são boas, agora queremos que o cinema tenha a coragem de criar os clássicos de amanhã, em vez de apenas repintar os de ontem.

Selo de Leitura:
Importante!! Pessoal, caso encontrem links com defeitos, avisem por comentário ou pelo e-mail: angelicapinheiropereira@gmail.com, para que possamos arruma-los.