Ano produção: 2024
Dirigido por: Robert Eggers
Duração: 132 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero: Fantasia, Mistério, Terror
Sinopse: Na Alemanha de 1800 o rico e misterioso Conde Orlok busca um novo lar. O vendedor de imóveis Thomas Hutter fica responsável por conduzir os negócios de Orlok e, então, viaja para as montanhas da Transilvânia para prosseguir com as burocracias da nova propriedade do nobre. O que Thomas não esperava era encontrar o mal encarnado. Todos ao seu redor lhe indicam abandonar suas viagens, enquanto, longe dali, Ellen é continuamente perturbada por sonhos assustadores que se conectam com o suposto homem que Thomas encontrará e que vive sozinho num castelo em ruínas nos Cárpatos. A estranha relação entre Ellen e a criatura a fará sucumbir a algo sombrio e tenebroso?
Minha opinião: Para quem não sabe Nosferatu é um remake do clássico de 1922, que por sua vez foi uma adaptação não autorizada do livro "Drácula", escrito por Bram Stoker em 1897.
O Nosferatu de Robert Eggers, lançado no final de 2024, é uma reimaginação visceral e sombria do clássico do expressionismo alemão. Se você espera um filme de vampiro moderno e cheio de ação, mude suas expectativas: este é um terror atmosférico, focado na obsessão e no macabro.
A história segue a jovem Ellen Hutter (Lily-Rose Depp), que se torna o objeto de desejo do terrível Conde Orlok (Bill Skarsgård). O filme foca no horror psicológico e na agonia de ser "caçado" por uma força sobrenatural antiga e repulsiva.
ALGUNS PONTOS A RESSALTAR SOBRE O FILME:
O Visual é impecável. Eggers entrega uma fotografia belíssima. Cada cena parece uma pintura gótica sombria. E o que falar do ator "Bill Skarsgård" como Orlok ele está irreconhecível. Seu Nosferatu não é um galã; é uma criatura cadavérica, assustadora e que causa repulsa real. E o que comentar da atmosfera de Medo que o filme trás e que não depende de sustos baratos, o medo vem da sensação constante de que algo terrível está nas sombras.
Para encerrar, preciso dizer o quanto esse filme me conquistou. Enquanto escrevia esta resenha e relembrava cada detalhe da ambientação e da atuação do Bill Skarsgård, a vontade de rever Nosferatu só cresceu. É o tipo de obra que parece revelar algo novo a cada vez que assistimos, e já sinto que uma segunda visita a esse pesadelo visual é obrigatória. Se você gosta de um clima sombrio que fica na cabeça por dias, dê uma chance você não vai se arrepender!
Vale lembrar que o filme é baseado na obra de Bram Stoker, e eu já garanti o meu exemplar de 'Drácula'! Ainda não tive a chance de ler o livro, então esta minha primeira análise é focada exclusivamente na experiência cinematográfica de Robert Eggers. Assim que eu terminar a leitura e conseguir comparar a obra original com esta nova versão, volto aqui para trazer uma nova opinião e contar para vocês o que achei das diferenças entre as páginas e as telas!
CURIOSIDADES:
➺:A Origem (Plágio): O diretor do filme original de 1922, F.W. Murnau, não conseguiu os direitos para filmar "Drácula". Para evitar processos, ele mudou nomes e locais: o Conde Drácula virou Conde Orlok, Londres virou Wisborg, e a palavra "vampiro" foi substituída por "Nosferatu".
➺:A Versão de 2024: O diretor Robert Eggers baseou seu roteiro tanto no filme de 1922 quanto nos elementos góticos do romance de Bram Stoker, tentando unir a atmosfera do cinema expressionista com o horror literário clássico.





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