sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O que eu achei de: Thale: Os Irmãos Grimm {Filme}

Título:
The Brothers Grimm (Original)
Ano produção: 2005
Dirigido por: Terry Gilliam
Duração: 118 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos
Gênero: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Thriller

Sinopse: Wilhelm (Matt Damon) e Jacob (Heath Ledger) são dois irmãos famosos pelos seus contos de fada, recheados de personagens mágicos. Eles percorrem a Europa comandada por Napoleão Bonaparte enfrentando monstros e demônios falsos em troca de dinheiro rápido. Porém, quando as autoridades francesas descobrem o plano deles, os coloca para enfrentar uma maldição real em uma floresta encantada, na qual jovens donzelas desaparecem misteriosamente.

Minha opinião: Lançado em 2005 e dirigido por Terry Gilliam, Os Irmãos Grimm é uma releitura sombria e fantástica que se afasta da biografia real dos escritores alemães para mergulhar no folclore puro.

Decidi assistir achando que já conhecia, mas era uma memória enganosa. Como sou fã de contos de fadas um tema que me instiga e diverte até hoje resolvi dar uma chance. De início, a ideia de transformar os lendários Irmãos Grimm em vigaristas que usam suas próprias histórias para dar golpes parece estranha. No entanto, essa abordagem é justamente o que torna o filme interessante: ela quebra as expectativas e traz uma perspectiva nova. Outro acerto é a forma como vários contos se entrelaçam em uma única narrativa, tornando a trama mais sóbria, envolvente e criativa.


No filme, Wilhelm (Matt Damon) e Jacob Grimm (Heath Ledger) são retratados como artistas mambembes que viajam pela Europa ocupada por Napoleão, fingindo proteger vilarejos de "maldições" que eles mesmos forjam com truques mecânicos e encenações. A grande virada acontece quando eles chegam a uma vila onde o sobrenatural é real e crianças estão desaparecendo de verdade, forçando os charlatões a enfrentarem os horrores que antes apenas inventavam.

Por que vale a pena? O longa brilha ao misturar elementos clássicos como Chapeuzinho Vermelho, João e Maria e Cinderela em uma estética gótica e levemente caótica. Em vez de uma história infantil colorida, temos uma floresta viva e ameaçadora. A dinâmica entre os irmãos um cético e focado em dinheiro, o outro sonhador e ligado aos contos dá o tom humano à história.

É uma obra que subverte o gênero: em vez de apenas contar um conto de fadas, o filme questiona a necessidade humana de acreditar em histórias, mesmo quando o mundo ao redor é cruel e perigoso. Se você busca uma versão mais "adulta" e inventiva dessas lendas, é uma excelente escolha.

Selo de Leitura:

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