Título: Cloud Atlas (Original)
Ano produção: 2012
Dirigido por: Lana Wachowski, Tom Tykwer
Duração: 172 minutos
Classificação 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero: Drama, Ficção Científica, Mistério, Suspense
Sinopse: Várias histórias em épocas diferentes, passado, presente e futuro, estão conectadas mostrando como um simples ato pode atravessar séculos e inspirar uma revolução.
Minha opinião: Sabe quando você começa a assistir a um filme e, de repente, sente um estalo? Foi o que me aconteceu. Eu achei que nunca tinha visto A Viagem, mas conforme as cenas pulavam de um tempo para o outro, as lembranças foram voltando. E o mais incrível é que não lembrar de tudo foi um presente: foi como se eu estivesse vivendo aquilo de novo, mas com uma maturidade diferente.
Acompanhamos várias histórias, dentre as principais conheceremos as seguintes:
➺O Diário do Pacífico (1849): Um advogado atravessa o oceano e faz amizade com um escravizado escondido no navio. O diário que ele escreve sobre essa viagem é o que dá início a tudo.
➺As Cartas de Zedelghem (1936): Um jovem músico talentoso vai trabalhar com um grande mestre na Bélgica e compõe o "Sexteto Cloud Atlas". Ele escreve cartas apaixonadas que são encontradas anos depois.
➺O Mistério na Usina (1973): Uma jornalista corajosa investiga uma conspiração em uma usina nuclear. Ela conta com a ajuda de um vizinho que, por coincidência, conheceu o músico de 1936.
➺A Fuga do Asilo (2012): Um editor de livros é enganado pelo próprio irmão e preso em um asilo sinistro. Ele escreve um manuscrito sobre sua fuga atrapalhada que acaba virando um filme.
➺A Rebelião da Clone (2144): Em uma Coreia do Sul futurista, uma garçonete clone (Sonmi-451) desperta para a liberdade após assistir ao filme do editor. Suas palavras de revolta mudam o mundo.
➺O Pós-Apocalipse (2321): Séculos após a queda da civilização, um homem de uma tribo primitiva encontra uma mulher de uma sociedade avançada. Ele a ajuda em uma missão, enquanto a tribo dele reza para Sonmi como se ela fosse uma deusa.
O filme é um quebra-cabeça enorme e, no começo, confesso que fiquei meio perdida com tanta gente mudando de época. Uma hora estamos em um barco antigo, depois num futuro tecnológico e, do nada, rindo com uns velhinhos em um asilo. Mas o que me prendeu mesmo foi ver os mesmos atores em todas essas vidas. É como se a gente estivesse espiando a alma deles evoluindo, tentando consertar erros do passado ou reencontrando grandes amores.
O que mais me tocou foi ver como uma coisa simples um diário esquecido, uma carta de amor ou um filme antigo vira a semente de coragem para alguém centenas de anos depois. Ver que a rebeldia de uma mulher no futuro virou a religião de um povo ainda mais distante me fez dar um nó na cabeça, mas de um jeito bom.
Assisti o filme inteiro em estado de reflexão. Ele me fez sentir pequena, como se eu fosse só uma gota no oceano, mas ao mesmo tempo me deu uma importância que eu não esperava. Me fez pensar que nada do que a gente faz morre com a gente. Uma gentileza que eu faço hoje pode ser o que vai dar força para alguém que eu nem conheço daqui a um século.
É um filme longo, cansa um pouco o corpo, mas limpa a alma. Terminei com aquela sensação gostosa de que ninguém passa pela nossa vida por acaso. Todo mundo que a gente cruza parece que já estava marcado para estar ali, de novo e de novo.
Selo de Leitura:










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