Mostrando postagens com marcador Opinião Amiga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião Amiga. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O que eu achei de: Simplesmente Martha {Filme}

   Gostinho de quero mais.


SPOILER ALERT - ATENÇÃO! Este post conta uma ou mais partes do filme.



Título original: Bella Martha
Gênero: Drama
Direção: Sandra Nettelbeck
Ano: 2001
País de Origem: Alemanha, Itália
Elenco: Martina Gedeck, Maxime Foerste, Sergio Castellitto, Sybille Canonica, Diego Ribbon, Katja Studt, Katrin Hansmeier, August Ziner, Oliver Broumis, Antonio Wannek  ... 


  Martha é uma chef de cozinha que não possui vida social (ou vida alguma) além do trabalho. Seus dias se resumem a cozinhar. Ela se vê em uma reviravolta quando perde a irmã num acidente e passa a ter de cuidar da sobrinha Lina.

  
  De cara já temos uma primeira imagem de Martha com seu psicanalista. E ela está lhe falando de suas receitas. Percebemos logo aí uma grande workaholic, que fala do trabalho até onde deveria fugir dele.    
   Martha é uma moça, aparentemente, fria. É perfeccionista e vive através de suas receitas - as quais muito famosas.
  Quando sua irmã morre inesperadamente num acidente de carro, ela se encontra numa situação nada agradável, pois agora terá de cuidar da sobrinha de 8 anos, Lina. 
  Lina não se comunica muito com a tia, não aceita sua ajuda e pior, não come nada que esta prepara.
  Ao mesmo tempo em que precisa lidar com essa sua nova posição de "mãe" - para a qual ela não tem dom - a dona do restaurante onde trabalha contrata um chefe assistente para ajudá-la, o italiano Mário.

   Mário é o contrário de Martha em tudo: extrovertido, exala felicidade e (para a irritação da protagonista) canta com os funcionários enquanto cozinham.



  É claro que eles não se dão bem. Martha se sente ameaçada pelo novo e amado-por-todos chef.
 As coisas começam a mudar quando ela passa a levar a pequena Lina para o trabalho, já que Mário se torna, subitamente, sua salvação: ele, além de divertir a menina, consegue fazê-la comer.




  A partir daí, quando Lina se afeiçoa a Mário, Martha percebe que ele pode não ser tão "ruim" quanto parece. Ela vai perdendo aos poucos a pose mandona e intimidadora perto dele.
  Elas convidam Mário para jantar. Aliás, Lina convida. E proíbe a tia de cozinhar pois ela e Mário farão um "banquete" especial para Martha.
  A sequência de cenas no apartamento lembra, pela primeira vez no filme, uma família. Mas isso dura pouco, já que em seguida o pai de Lina - a quem Martha tentava contatar desde o começo - aparece para (finalmente) buscá-la e levá-la para a Itália com ele. Percebemos a relutância de Martha em deixar a garota ir. O que até agora era esperado pelas duas, não é uma situação bem-vinda.

  Essa é a gota d'água para Martha perceber que precisa urgentemente de uma mudança em sua vida. Precisa dar uma chance ao amor e à sua carreira. Ela se demite e, com a ajuda de Mário, vai até a Itália "requisitar" a sobrinha de volta (numa cena linda onde a menina vem correndo e se joga nos braços da tia quando a vê).

  O filme tem uma atmosfera bem carregada e pouca trilha sonora, o que combina totalmente com sua personagem principal. É muito diferente do remake americano de Scott Hicks, Sem Reservas (que para mim, provavelmente a única pessoa no mundo, é melhor ♥). 

   







  Ao contrário do que a maioria das pessoas diz, achei Bella Martha (no original), menos focado nos alimentos em si (o que não me incomodou).
  Ainda assim é indispensável para quem quer imergir no mundo da Gastronomia e, é claro, apreciar um filme delicioso.




Resenha por Eduarda Graciano
    

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O Que eu ache de: Love Likes Coincidences {Filmes}

  Resenha por Eduarda graciano

  Coração partido... o meu.

SPOILER ALERT - ATENÇÃO! Este post conta uma ou mais partes do filme.



Título original: Aşk Tesadüfleri Sever

Gênero: Romance
Direção: Ömer Faruk Sorak
Roteiro: Nuran Evren Sit
Ano: 2011
País de Origem: Turquia
Elenco: Belçim Bilgin, Mehmet Günsür, Altan Erkekli, Ayda Askel, Berna Konur, Zafer Dermican, Sebnem Sönmez, Hüseyin Avni Danyal, Umit Dincer ...   



  Os pais de Özgür, prontos para o nascimento do filho batem o carro deles no carro dos pais de Deniz e provocam o rompimento da bolsa da mãe dela. É essa a primeira das coincidências na vida dos jovens que nasceram na mesma maternidade, no mesmo dia e hora, lado a lado.
 Love Likes Coincidences (não possui título oficial em português, mas vocês devem saber que significa algo como "O Amor Gosta de Coincidências") é nada mais do que uma história sobre destino.

  

Deniz e Özgür se tornam o primeiro amor um do outro

    A história é dividida entre o presente - em que os dois são adultos e vivem em Istambul - e frames do passado, em que conhecemos a infância e adolescência do casal.
    Desde o começo vemos a ligação dos dois, que vivem muito próximos, mas nunca se encontram de fato. O encontro só acontece quando Deniz vê numa propaganda uma foto sua de quando era criança. Ela decide ir até a exposição dessas fotos para saber quem é o responsável.



Özgür fotografa Deniz


   O responsável pela exposição é Özgür, mas o responsável por aquela foto em particular era seu pai, quem o inspirou na profissão. Deniz, que agora é atriz, se lembra do rapaz e de que era apaixonada por ele na infância. Os dois começam a conversar e relembram (nós junto com eles) os velhos tempos.
    Deniz está noiva mas logo no primeiro encontro sente uma conexão muito forte com seu amor de infância. E ele, é claro, sente o  mesmo. E me deixem dizer gente... o que são esses atores lindos? Esse moço que faz o Özgür é o encanto em pessoa: que sorriso, que olhar, que jeito de falar! Até eu me apaixonaria! Mas voltando... 
  

Relembrando... (reparem na carinha dele *-*)
    Como nem tudo nessa vida são rosas, descobrimos logo que nosso protagonista sofre de um sério problema do coração e precisa de uma cirurgia urgente para que possa continuar vivendo. Ele não conta isso nem para o melhor amigo, quem dirá para a garota dos seus sonhos, que acabou de (re)encontrar. Özgür esconde isso de Deniz pois não quer assustá-la e é com medo de perdê-la, entusiasmado com a paixão, que ele vai atrás dela para Ancara (cidade natal dos dois) onde ela se apresentará com seu grupo de teatro. Sim, ele vai atrás dela e perde sua cirurgia já marcada há tempos... deixo vocês imaginarem o final (duvido que acertem).
     

    
   A fotografia é linda, as atuações são encantadoras... tudo lindo! O final desse filme é surpreendente e único, pois tudo termina como começou: coincidentemente.
    Na fossa: foi onde fiquei quando acabou e me bateu aquela depressão pós-filme que durou dias. Está mais do que recomendado!

    Fiquem com o trailer (com legendas em inglês) dessa lindeza:



  

  PS: O filme tem outro nome (alternativo) em inglês, que é "Love, Just a Coincidence" (Amor, Apenas uma Coincidência).

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O Que eu achei de: Quanto Mais Quente Melhor {Filme}

Opinião por Eduarda graciano

Título: Quanto Mais Quente Melhor
Ano: 1959
Duração: 120 min

Sinopse: Chicago, 1929. Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon) são músicos desempregados, que estão desesperados por trabalho. Eles acidentalmente testemunham o Massacre do Dia de São Valentim, assistindo o criminoso Spats Colombo (George Raft) e seu cúmplice aniquilarem Toothpick Charlie (George E. Stone) e sua gangue. Forçados a apressadamente deixarem a cidade, Joe e Jerry pegam o primeiro trabalho que podem arrumar: tocar na banda de garotas da Sweet Sue (Joan Shawlee) e suas Sincopadoras. Em trajes femininos, os dois se juntam ao resto da banda em um trem que vai para Miami, Flórida. Diante desta situação, Joe adota o nome de Josephine e Jerry torna-se Daphne. De repente eles vêem Sugar Kane (Marilyn Monroe), a vocalista da banda de Sweet Sue. Jerry se apaixona na hora, mas Joe o lembra que ele não pode se fazer notar. Porém, após chegarem a Miami, um milionário (Joe E. Brown) se apaixona por Daphne e Joe resolve se fazer passar por um milionário para tentar conquistar Sugar, tudo isto em meio à uma reunião dos Amigos da Ópera Italiana, uma convenção de criminosos que traz à cidade Spats Colombo e sua gangue.


      A clássica comédia romântica que serviu de inspiração para "As Branquelas"!



  Lançada em 1959, a comédia romântica (apontada por várias fontes como a melhor comédia da história) traz Marilyn Monroe, Tony Curtis e Jack Lemmon nos papéis principais.
  

Tony Curtis e Jack Lemmon como Joe e Jerry  Josephine e Daphne


   A história de Joe e Jerry, dois amigos músicos - e desempregados - se passa no ano de 1929. Os dois acidentalmente presenciam o massacre numa garagem comandado por Spats Colombo, um mafioso de Chicago. Após isso, sob ameaças de morte, são obrigados a fugir da cidade e, sem alternativa e dinheiro, resolvem entrar na banda de Sweet Sue, que precisa justamente dos instrumentos que eles tocam. O problema é que a banda é somente para garotas... Jerry e Joe se disfarçam de mulheres e assumem novas identidades: Josephine e Daphne. 

  Lá os dois conhecem Sugar, a garota mais atraente e simpática da banda, e se interessam por ela. 

  A banda parte em direção à Florida e, chegando no hotel, Daphne chama a atenção do milionário Osgood e Joe entra em ação com um plano para conquistar Sugar.

Há duas coisas que Sweet Sue não tolera: bebida e homens!

  Criativo, bem filmado, lindo, boas atuações, divertido, engraçado... ah, esse filme é tudo bom! Está definitivamente entre meus filmes preferidos de todos os tempos, foi amor a primeira vista.
   E é claro que, a primeira vista também, eu percebi as semelhanças deste com As Branquelas, lançado quase 50 anos depois. Mesmo o segundo não se tratando do gênero comédia romântica, a estrutura é basicamente a mesma. White Chicks é muito engraçado e divertido também, mas pra mim, não há comparação: Quanto Mais Quente Melhor é unico.

   Já havia visto alguns filmes da Marilyn Monroe mas em nenhum ela está encantadora como neste. E nem Jack Lemmon tão engraçado. O filme é absolutamente encantador.
   E sim, é em preto e branco. Espero que isso não seja um problema pra alguém... isso não deixa a obra menos adorável.
  É... acreditam que ainda tem gente que torce o nariz pra filmes em P&B? Não sabe as maravilhas que está perdendo. Essa é uma delas!

  ;)

  



  Bye amores!            

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Que eu achei de: Antes da Meia-Noite {Filme}

Opinião por Eduarda graciano

  Nada mudou, tudo mudou...

SPOILER ALERT - ATENÇÃO! Este post conta uma ou mais partes do filme.



Título original: Before Midnight

Gênero: Romance
Direção: Richard Linklater
Roteiro: Richard Linklater, Ethan Hawke, Julie Delpy
Ano: 2013
País de Origem: EUA
Elenco: Ethan Hawke, Julie Delpy, Seamus Davey-Fitzpatrick, Jennifer Prior, Charlotte Prior, Ariane Labed, Athina Rachel Tsangari, Walter Lassally, Yiannis Papadopoulos, Xenia Kalogeropoulou, Panos Koronis, Yota Argyropolou...



  Nove anos depois de Paris, Jesse e Celine agora estão na Grécia. Logo recebemos a resposta à principal pergunta: Jesse perdeu o avião no final de Antes do Pôr-do-Sol? A resposta é sim! Celine e ele estão casados e são pais de gêmeas.

  Antes da Meia-Noite começa com Jesse no aeroporto se despedindo (com dor no coração) do filho Henry - de seu primeiro casamento - que estava passando as férias com eles. Em seguida, numa cena que eu achei bem bacana pra nos introduzir os outros personagens, ele se dirige ao carro e lá estão Celine, falando ao celular e as gêmeas, Ella e Nina, dormindo no banco de trás. De lá eles seguem para a casa do escritor onde estão hospedados e recebem de presente de dois amigos uma noite num hotel - sem as garotas - para ficarem as sós e descansar da vida de pais um pouco.


  

Caminhadas e diálogos continuam sendo a base do filme


    Diálogos, diálogos, diálogos. Como nos outros dois filmes é assim que esse é construído. Mas Before Midnight contém os diálogos mais reais e também mais voltados ao relacionamento dos dois - que podem servir para qualquer casal (acho eu).

  As atuações continuam tão perfeitas e naturais, os atores não perderam a essência, continuam nossos queridos Jesse e Celine, porém agora 9 anos mais velhos - com 41 então. No quesito atuação, quem me encantou também foi o Seamus Davey, que interpreta o filho do Jesse.
  Por falar em filho, percebemos o quão ruim é a relação do casal protagonista com a mãe de Henry, que aparentemente os odeia. Em uma das cenas cômicas Celine imita ela para seus amigos e todos morrem de rir - revelando qual a visão que ela tem da ex-mulher de seu marido.



Celine "dramatizando" a ex-esposa de Jesse


   Uma coisa que me impediu de amar esse filme como eu amo os outros, não sei se vocês sabem, mas eu tenho um certo problema com amores concretizados. Oi? É verdade. Eu gosto de relacionamentos difíceis, impossíveis, triângulos amorosos ou às escondidas, mas não gosto de pessoas que estão bem, felizes e satisfeitas como um casal porque parece que assim perde a graça. Já ouviram aquela frase: Só um amor não concretizado pode ser romântico? É exatamente o que eu penso e sinto. É claro que isso não influencia na qualidade do filme, mas, por ser algo com que eu tenho um "problema", vai influenciar na minha visão. Eu senti aquelas borboletinhas no estômago no final, quando eles já tinham brigado muito no hotel e Celine sai - de vez, haha. Jesse vai atrás dela e a aborda como no trem em Antes do Amanhecer. Ai, tão fofo. A naturalidade dos atores é tanta que você consegue sentir o que eles sentem, principalmente o nervosismo de Celine.
    Outra coisa que o filme mostra, como os outros, foi em que aspectos os personagens mudaram, ou evoluíram - como eles mesmo dizem em certa parte do filme. Celine já era uma ativista maníaco-depressiva (diz o Jesse) em Antes do Pôr-do-Sol, mas agora ela está insuportavelmente estressada e reclamona. Vocês não quiseram socar a cara dela quando ela fala pra moça do hotel que não vai autografar o livro? haha O que custava? rs É essa teimosia entre outras coisas que torna a realidade da personagem tão palpável.
  

A excelente Julie Delpy como Celine


  Uma coisa diferente nesse filme é o tempo limitado dos dois que existiu nos filmes anteriores (e por isso seus nomes) e nesse não. As coisas podem ocorrer até antes da meia noite, mas não têm que necessariamente sê-lo. O fator tempo não é relevante nesse filme. Além do quê, a vida de Jesse e Celine como casal é a base do filme, e não os mistérios da vida e o universo, apesar de não serem deixados (ainda bem) totalmente de lado como assunto.

    
   No painel do Festival de Berlim, Linklater não descartou a possibilidade de continuarem a série. Eu queria mais, essa é uma série que pode ter 20 filmes sem problema, acho que todos seriam bons. Existe potencial para mais um filme, mas caso tenha sido esse o fim, também foi fechado com chave de ouro. 


Já sinto saudades desses dois


  PS: Não sei se preciso dizer, mas fiquei incomodada com a cena de nudez da Julie à esta altura da série de filmes. Ao mesmo tempo que serve para deixar o filme mais real, sinto que incomoda o espectador: é como se víssemos uma velha conhecida pela primeira vez sem roupa, ficamos realmente sem graça.


Quantos corações mereceu:


segunda-feira, 15 de julho de 2013

O que eu achei de: O Homem de Aço {Filme}

 Resenha por Eduarda graciano   "Foge foge... do Superman!"


  SPOILER ALERT - ATENÇÃO! Este post conta uma ou mais partes do filme.



Título original: Man of Steel
Gênero: Aventura
Direção: Zack Snyder
Roteiro: Christopher Nolan, David S. Goyer, Jerry Siegel, Joe Shuster
Ano: 2013
País de Origem: EUA
Elenco: Henry Cavill, Michael Shannon, Russell Crowe, Amy Adams, Kevin Costner, Diane Lane, Ayelet Zurer, Michael Kelly, Laurence Fishburne, Richard Schiff, Christopher Meloni...


  Uma nova versão da história de um dos mais famosos - se não o mais - herói dos quadrinhos chega às telas.
  Começamos o filme com o nascimento de Clark, ou melhor, Kal-El em Krypton. O primeiro nascimento de forma natural em muito tempo. Paralelamente à isso, a civilização kryptoniana está sendo ameaçada com a destruição do planeta.
   Para então salvar seu filho e a vida de Krypton, Jor-El envia o recém-nascido Kal-El para a Terra com um códex onde estão as informações genéticas da população de seu planeta.
   Já entre nós, o bebê Kal-El é adotado pelos fazendeiros Martha e Jonathan Kent, que o batizam Clark. (Senti falta de uma chuva de meteoros, mas ok) Estes o guiam sobretudo nos caminhos da moral e da bondade. E ao mesmo tempo procuram protegê-lo da exposição, já que ele é "diferente".
   Com a morte de Jonathan (em uma das cenas mais ridículas do ano), Clark, já adulto, resolve partir em busca de uma resposta para sua crise existencial seus questionamentos. Depois algumas cenas inúteis, ele encontra a Fortaleza da Solidão e tem a oportunidade de conhecer o "fantasma" do pai biológico, que lhe conta sobre as circunstâncias de seu nascimento e jornada para a Terra. Já no mesmo dia, Clark sai de lá de uniforme, barbeado e disposto a combater o mau. E que bom, já que no mesmo momento o general Zod invade o planeta disposto à recuperar o códex e reconstruir Krypton na Terra.

   
    Não sei do que reclamar primeiro... vamos ver... Ah! Vamos falar da parte boa antes, começando com as atuações.
    Ao contrário do que eu vi muita gente falando, eu gostei do Henry Cavill como Superman. Além de lindo (lindo é pouco!!!) ele é sim um bom ator e acho que ficou legal no personagem. 
   Russell Crowe é ponto positivo em qualquer filme, não tem o que falar. Diane Lane e o guarda-costas Kevin Costner também, dá vontade de abraçar eles o filme inteiro. Não gostei muito da Ayelet Zurer como Lara, achei tão apática. Ainda bem que morreu logo.
   Michael Dalton Vigh Shannon de Zod estava muito bom também. Eu tava até torcendo pra ele...
   E ah, efeitos especiais! Esse filme tem efeitos especiais incríveis que valem a assistida. Oscar 2014? Será? Não é difícil.

   Agora falando do desagradável...
   Primeiro, o meu medo começou quando fiquei sabendo que o Zack Snyder - diretor daquela piada que é "300" - dirigiria Man of Steel. Aí o Nolan colocou a mão e eu fiquei um pouco mais tranquila. Parece que afinal não adiantou nada, continuou com cara de Snyder.
   Segundo, sobre o romance... Peraí! Quê romance? Boa pergunta! Que eu saiba o Clark é apaixonado pela Lois, mas eu me pergunto: no filme - ainda que tenha havido um beijo, muito nada a ver - que horas eles se apaixonaram? Porque simplesmente não deu tempo. Ele ficou o filme inteiro batendo nos caras maus. Que horas ele conheceu a Lois bem a ponto de ficar apaixonado? Até porque, ainda não sei a razão de haver uma Lois Lane no filme. Que de Lois Lane só tinha o nome também né. Uma personagem sarcástica, teimosa, independente e extremamente divertida que foi tão importante nessa história quanto o Hank, o cachorro da Martha. Pô Amy!


What the hell?

   Por falar em Lois... de que adianta no final ele resolver viver discretamente se, pelo que vimos na pesquisa dela, Smallville inteira sabia quem ele era? Por que diabos todo mundo sabia? Toda a coisa de Clark Kent/Superman não teve nem sentido nesse filme porque não havia um disfarce.
   E a cena da morte do Jonathan? Ele não podia simplesmente ter um infarto e morrer? Tinham que exagerar daquele tanto? O furacão nas costas e o cara só voa quando chega em cima...  até aí nem o cabelinho tava voando.
   O que eu pensei no final, quando o Clark vai pro Planeta Diário - ele nem esbarrou em ninguém, não tropeçou, nem derrubou nada! - "disfarçado" foi: "Ah seus safadinhos! Agora não adianta tentar consertar não..." 

   
Pelo menos ficou lindo


  É um filme legal de super-herói. Apesar do exagero de explosões (a luta não acaba!) - mas vamos combinar que os efeitos estavam de uma perfeição sem fim - que me deixaram com muita dor de cabeça durante todo o fim de semana, é um bom entretenimento.
  O fato de ele não manter uma dupla personalidade me decepcionou muito, porque pra mim é a essência do filme. Por isso mesmo foi um bom filme de super-herói, mas não um bom filme do Super-Homem - nesse quesito eu prefiro O Retorno, haha. Não é brincadeira.

    
Erica Durance indignada, haha

   
   Bom, é isso. Podem começar a jogar as pedras. hahah
   Beijo!!


Quantos corações mereceu:

domingo, 19 de maio de 2013

O que eu achei de: Antes do Amanhecer {Filme}

Titulo: Antes do Amanhecer
Ano: 1995
Duração: 105 min

Sinopse: Jesse (Ethan Hawke), um jovem americano, e Celine (Julie Delpy), uma estudante francesa, se encontram casualmente no trem para Viena e logo começam a conversar. Ele a convence a desembarcar em Viena e gradativamente vão se envolvendo em uma paixão crescente. Mas existe uma verdade inevitável: no dia seguinte ela irá para Paris e ele voltará ao Estados Unidos. Com isso, resta aos dois apaixonados aproveitar o máximo o pouco tempo que lhes resta.

 E o que eu achei do filme...

Sabe quando você vê um filme e fica sorrindo igual um idiota durante ele, e depois que acaba, e no dia seguinte, e na semana seguinte ... ? rs Foi assim quando eu assisti Before Sunrise. Acho que é assim até hoje porque cada vez que eu vejo o trailer, a continuação ou fotos eu suspiro.

Julie Delpy e Ethan Hawke em "Antes do Amanhecer"


O filme é de 1995 e foi dirigido por Richard Linklater, estrelando Julie Delpy, como Celine e Ethan Hawke como Jesse. Ela é francesa e ele é americano. Os dois se conhecem numa viagem de trem à Viena (na Áustria) e vão conversando até que chega a hora de Jesse desembarcar. Nesse momento ele, que sentiu uma forte conexão com Celine, a convence a descer do trem com ele. Os dois resolvem passar a noite fazendo várias coisas por Viena antes da manhã chegar e eles terem de voltar à seus países.

Se você não gosta desses filmes paradinhos em que os poucos personagens que tem ficam conversando sobre a origem da vida e do universo e outros papos filosóficos - ou provavelmente não entende mas não admite - esse filme não é pra você. 

"Antes do Amanhecer" é muito mais do que dois jovens de 20 e poucos anos se esfregando, jurando amor eterno e coisa e tal. São duas pessoas inteligentes, que acabaram de entrar na vida adulta, que estão amadurecendo, vivendo naquele momento uma noite que irá mudar suas vidas para sempre.

Me senti uma adolescente apaixonada, juro! Você sente borboletas no estômago durante o filme todo. É uma delícia!

E o melhor, tem continuação. "Antes do Pôr-do-Sol" é a continuação que você vê mais de uma vez e começa a se convencer de que é melhor que o filme anterior - mas no fim não sei qual escolher. E agora nesse ano sairá mais um filme: "Antes da Meia-Noite". O intervalo de um filme para o outro é de nada mais nada menos do que nove anos.

Se você gosta de romance, corre pra assistir Before Sunrise e depois me conte se você não se derreteu! Aposto que vai. ;)
Bisous!

Resenha por Eduarda Graciano

Quantos corações mereceu:

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Que eu achei de: Trainspotting {Filme}

Ano: 1996
Diretor: Danny Boyle 
Gênero: Crime e Drama

Escolha viver. Escola um emprego. Escolha uma carreira, uma família. Escolha uma televisão enorme, escolha uma maquina de lavar, CD players e abridores de latas elétricos. Escolha saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolha uma hipoteca a juros baixos. Escolha sua primeira casa. Escolha seus amigos. Escolha roupas de esporte e malas combinando. Escolha um terno em uma variedade de tecidos. Escolha fazer consertos em casa e pensar na vida domingo de manhã. Escolha sentar-se no sofá e ficar vendo game shows chatos na TV comendo porcarias. Escolha apodrecer no final, beber num bar que envergonha os filhos egoístas que pôs no mundo para substitui-lo. Escolha o seu futuro. Escolha viver.
Mas por que eu iria querer isso?
Escolhi não viver. Escolhi outra coisa. E os motivos... Não há motivos. Quem precisa de motivos quando se tem heroína?

Mark Renton nos é apresentado como o protagonista entre um grupo de amigos viciados em heroína que vivem de modo perigoso, ousado e com muito humor negro. Todavia, cansado dessa suposta mesmice, Renton toma uma decisão: acabar com o próprio vício.
Era minha ultima dose. Mas vamos ser claros, existe a última e as últimas. Qual seria esta?
Ah, ele não imaginou o quão difícil seria. Afinal, sabemos, que o meio é o principal fator de influencia na vida das pessoas. Com Renton, tendo amigos tão drogados quanto ele, não foi diferente. Infelizmente.

Quando lançado, em 1996, o filme foi atacado pela mídia. Ah, essa mídia... O motivo? Disseram estes inocentes seres que o filme passava uma imagem boa de usar drogas. Boa? Por favor! Conversa para boi dormir. Os personagens, de fato, se divertem com suas peripécias ao lado da droga, contudo, logo é visto que esta vida não é  a melhor a ser seguida.  Trainspotting é um filme para amar ou odiar, tudo depende de seu modo de raciocinar (e se você odiar, convenhamos, com certeza raciocinou mal). filme é guiado de um modo de tragicomédia, um pouco disso, um pouco daquilo, assim formando um verdadeiro masterpiece.

Sou a pessoa mais chata do mundo para filmes, sinceramente, mas este conseguiu ganhar um lugarzinho especial. Não pela estória e personagens carismáticos, não, mas por conter uma moral que poucos viram.



Não escolhi viver, disse Renton no início.

Escolhi viver, disse Renton no final.

(E, convenhamos, que moço bonito de sotaque apreciável!).

Resenha por: Yasmim Mahmud Kader

Quantos corações mereceu:
Importante!! Pessoal, caso encontrem links com defeitos, avisem por comentário ou pelo e-mail: angelicapinheiropereira@gmail.com, para que possamos arruma-los.