sábado, 21 de fevereiro de 2026

O que eu achei de: Thale: Ela Veio da Floresta {Filme}

Título: Thale (Original)
Ano produção: 2012
Dirigido por: Aleksander Nordaas
Duração: 76 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
Gênero: Fantasia, Mistério, Thriller

Sinopse: Os amigos Elvis e Leo encontram uma huldra chamada Thale trancada no sótão de uma casa. Eles inicialmente ficam chocados, mas a ajudam e criam uma amizade com ela. Entretanto, Thale é um ser do folclore e mantê-la por perto vai criar problemas.

Minha Opinião: Thale é uma daquelas "pérolas escondidas" que realmente entende como traduzir o folclore para uma atmosfera de suspense e melancolia, sem precisar de grandes efeitos especiais.

O filme é tão memorável porque ele foca na Huldra, uma criatura fascinante da mitologia escandinava que é ao mesmo tempo sedutora e perigosa. Reassistir traz aquela sensação de que o folclore não é apenas "história de ninar", mas algo orgânico e um tanto quanto trágico.


O grande mérito do diretor Aleksander Nordaas é como ele apresenta a Huldra. Na mitologia, essas criaturas são conhecidas por seduzir homens, mas Thale (interpretada com uma fragilidade animal por Silje Reinåmo) é mostrada como uma vítima de isolamento e experimentos. A trilha sonora e o ritmo lento criam uma sensação de melancolia constante. Não é apenas sobre o medo do que está na floresta, mas sobre a tristeza de uma criatura que foi arrancada do seu lugar.

É um filme curto (cerca de 70 minutos), mas que deixa uma marca duradoura por tratar o folclore não como um monstro a ser derrotado, mas como um segredo trágico a ser compreendido.

Thale é uma obra que prova que o "menos é mais" funciona perfeitamente para o gênero de fantasia sombria. O filme não tenta ser um épico de ação; em vez disso, ele se comporta como uma peça de câmara claustrofóbica, onde o mistério se desenrola em um porão úmido no meio de uma floresta norueguesa isolada.

Selo de Leitura:

O que eu achei de: Os Observadores {Filme}

Título: The Watchers (Original)
Ano produção: 2024
Dirigido por: Ishana Night Shyamalan
Duração: 102 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos
Gênero: Fantasia, Mistério, Terror, Thriller

Sinopse: Uma jovem artista se perde em uma floresta extensa no oeste da Irlanda. Quando encontra abrigo, ela inconscientemente fica presa ao lado de três estranhos, enquanto criaturas misteriosas emergem todas as noites para observá-los.

Minha Opinião: Se você é fã de mistérios que envolvem folclore e criaturas sobrenaturais, provavelmente já colocou Os Observadores na sua lista. Eu assisti recentemente e confesso que tive uma relação de "amor e paciência" com a obra. O que me atraiu de cara foi a premissa das lendas irlandesas e, claro, a presença da Dakota Fanning, que entrega uma atuação sólida como Mina, uma jovem que se perde em uma floresta sinistra e acaba presa em um abrigo de vidro com três estranhos.

No começo, o ritmo é bem devagar. O filme demora um pouco para "pegar" e confesso que essa lentidão me deixou um tanto ansioso eu queria saber logo o que eram aquelas criaturas que observavam o grupo todas as noites. O primeiro ato foca muito no isolamento e nas regras de sobrevivência, o que pode cansar quem espera sustos rápidos.

Contudo, a persistência vale a pena. Da metade para o fim, o filme ganha um fôlego surpreendente. Quando as peças do quebra-cabeça folclórico começam a se encaixar e finalmente entendemos a natureza dos "observadores", a trama me conquistou totalmente. A virada narrativa eleva a experiência de um suspense comum para algo muito mais envolvente e instigante. No fim das contas, o que começou com um "pé atrás" terminou como uma grata surpresa que recomendo para quem curte histórias de fantasia sombria.


⚠️ Alerta de Spoiler: Se você já assistiu ou não se importa em saber, a grande virada do filme é descobrir que os "Observadores" são, na verdade, Fadas (ou Changelings) da mitologia irlandesa. Mas esqueça aquela imagem fofinha da Sininho; aqui elas são criaturas ancestrais e invejosas que foram banidas para o subterrâneo pelos humanos.

O ponto que mais me conquistou na metade final foi entender o motivo da obsessão deles: eles querem recuperar a habilidade de se transformar em humanos perfeitamente. O clímax com a personagem Madeline revelando ser uma dessas criaturas foi o "pulo do gato" que eu não esperava. O filme deixa aquela sensação de que, embora a Mina tenha escapado, o mundo agora é um lugar muito mais perigoso, já que essas criaturas estão aprendendo a caminhar entre nós.

Selo de Leitura:

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

O que eu achei de: Nossa Culpa {Filme}


Título: Culpa Nuestra (Original)
Ano produção: 2025
Dirigido por: Domingo González
Duração: 112 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero: Drama, Romance

Sinopse: O casamento de Jenna e Lion marca o tão esperado reencontro entre Noah e Nick após o término. A incapacidade de Nick de perdoar Noah é uma barreira intransponível. Ele, herdeiro dos negócios do avô, e ela, iniciando a vida profissional, evitam alimentar uma chama ainda acesa. Mas, agora que seus caminhos se cruzaram novamente, será o amor mais forte que o ressentimento?

Minha Opinião: Chegamos ao capítulo final. "Nossa Culpa" (Culpa Nuestra) encerra a jornada cinematográfica de Noah e Nick, baseada na obra de Mercedes Ron. Após os eventos dramáticos do segundo filme, este desfecho busca amarrar as pontas soltas de um amor que sobreviveu a traumas, segredos de família e muita adrenalina.

Ao olhar para a trilogia completa, fica claro que o primeiro filme estabeleceu um patamar difícil de alcançar. Enquanto o longa de estreia focava na química da descoberta e na intensidade do "proibido", este terceiro capítulo foca na resolução de conflitos e no amadurecimento (muitas vezes forçado) dos protagonistas. É um filme divertido e entrega o entretenimento esperado, mas, para quem acompanhou desde o início, fica a sensação de que a fórmula original tinha um brilho especial que aqui parece um pouco mais diluído.


O filme cumpre a função de "encerramento de ciclo". Ele entrega os momentos românticos que os fãs pedem, mas alguns arcos parecem apressados ou menos impactantes do que poderiam ser. A produção mantém o padrão visual de luxo e a estética vibrante, mas o roteiro foca tanto em dar um fim a tudo que perde um pouco daquela tensão que nos prendia no sofá nos filmes anteriores. É um encerramento honesto para quem já está viciado na história, mas que confirma que a franquia teve seu auge no primeiro encontro de Nick e Noah.

"Nossa Culpa" é o ponto final necessário. Ele não tenta reinventar a roda, mas sim dar aos fãs a conclusão de uma das sagas mais assistidas do Prime Video. No saldo geral, a trilogia vale a pena pelo conjunto da obra, mesmo que o encerramento deixe aquele gostinho de que o primeiro filme sempre será o favorito para ser assistido repetidas vezes.

Selo de Leitura:

Importante!! Pessoal, caso encontrem links com defeitos, avisem por comentário ou pelo e-mail: angelicapinheiropereira@gmail.com, para que possamos arruma-los.